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03/07/2012
Natação
Renovada, Manaudou quer voltar a brilhar nas piscinas em Londres
Ela terá a chance de se redimir nos Jogos de Londres, agora como mãe.
Renovada, Manaudou quer voltar a brilhar nas piscinas em Londres
Fama, fracasso e renascimento. Com só 25 anos, a nadadora francesa Laure Manaudou já lidou com tudo isso.

Manaudou conquistou a medalha de ouro dos 400m livre ainda adolescente na Olimpíada de Atenas-2004, mas parecia perdida quatro anos depois em Pequim. Ela terá a chance de se redimir nos Jogos de Londres, agora como mãe.

Manaudou, que tirou uma licença maternidade de dois anos, voltou ao esporte no ano passado com o foco no nado de costas.

"Ela é uma lutadora de cima a baixo", disse Richard Long, treinador norte-americano que a acompanhou e a seu namorado Frederick Bousquet no campeonato francês no início deste ano.

Manaudou, a rebelde da natação francesa, esteve à beira da depressão após a campanha ruim em Pequim.

"Ela está em uma situação pessoal perigosa, está ferida por dentro. Temos que tomar cuidado para que ela não caia em uma depressão séria", seu então treinador Lionel Horter disse durante os Jogos na China.

Aos 17 anos, Manaudou tinha tudo que desejava, e era cedo demais.

Ela saiu da casa dos pais aos 14 anos para ser treinada por Philippe Lucas, que prometeu que ela levaria o ouro olímpico.

Lucas, um tipo altivo conhecido pela severidade, fazia Manaudou nadar mais de 15 quilômetros por dia.

Entre junho de 2004 e abril de 2008 ela foi imbatível nos 400m livre, vencendo 23 competições consecutivas.

Mas as coisas já tinham começado a dar errado para a francesa. Ela fugiu para treinar na Itália com seu então namorado Luca Marin, que mais tarde namoraria sua arquirrival Federica Pellegrini.

Fotos e Twitter

A complicada vida pessoal de Manaudou foi ainda mais exposta quando fotos que a mostravam nua foram vazadas na Internet no ano anterior à Olimpíada de Pequim.

Manaudou voltou à França para ser treinada pelo irmão Nicolas antes de se mudar para Mulhouse, no sul francês, para se preparar para os Jogos Olímpicos, nos quais terminou em último na final dos 400m livre e em sétimo nos 100m costas.

No Cubo de Água, Manaudou passava pelos jornalistas com uma toalha na cabeça.

"Nem tenho certeza de que vale a pena entrar. Nem quero nadar", disse ela na ocasião, com lágrimas nos olhos.

Ela declarou ter colocado a carreira entre parênteses em janeiro de 2009 e anunciou ter parado de vez em setembro daquele ano.

Manaudou estava grávida de sua filha Manon e vivia em Auburn, no Alabama, com Bousquet, medalhista de prata nos 50m livre no Mundial de 2009. Levava uma vida discreta longe de casa e, encorajada por Bousquet, enfim retornou oficialmente em junho do ano passado.

"O desejo de competir voltou", disse ela.

Manaudou parecia relaxada, até alegre no campeonato francês em março, quando se classificou para sua terceira Olimpíada.

Nem um pequeno problema de relações públicas conseguiu abalá-la.

Ela decidiu fechar sua conta no Twitter durante a competição após ser debochada por seus comentários sobre o assassinato de crianças judias em Toulouse.

"Achava que todos fossem boas pessoas, mas aparentemente não é o caso", disse ela.

Mas abriu uma conta poucas horas depois, ciente de ser uma figura pública. E isso nunca mudará.

Fonte:UOL



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